quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dias Intermináveis – parte 2: É quinta-feira. Hoje não!

- Como vou me livrar disso, quando, ao acordar, já quero um cigarro?! Hoje não! – Continuou seus pensamentos enquanto esperava a água do café ferver. – É pedir muito, um pouco de autocontrole? Eu não preciso ser preso a nada, mas por que me sinto tão bem e, ao mesmo tempo, tão mal? Preciso de férias, mas, se tiver as férias de que preciso, já sei o que acontecerá. –

Com centenas de pensamentos interligados a esses, ele tomou seu café, fez todo o seu ritual matinal e, às 07h45min, saiu para trabalhar acendendo um cigarro, que deveria ser o terceiro do dia, mas, hoje, era o primeiro. O dia passou normal e lentamente, mas ele sabia que algo seria diferente. No caminho de volta para casa, parou e sentou num bar já conhecido por ele, pediu uma cerveja, acendeu um cigarro e observou o por do Sol como se nunca tivesse visto algo mais incrível. De alguma forma, ele temia que o Sol não nascesse de novo, então saudou a noite que viria, durante o que poderia ser a ultima vez que ele via a luz primordial.