quarta-feira, 27 de junho de 2012

Da manhã

Uma das melhores percepções, na minha concepção, é aquela de que você tem algo imensuravelmente maravilhoso ao seu redor, sempre teve, mas nunca se deu conta, ou passou a não notar em algum momento da vida. A volta à realidade, ou a abertura dessa nova/antiga visão te faz ser grato por cada segundo.
Assim eu me sinto em relação às manhãs frescas e ensolaradas. Que dia lindo, cara! Quando nós surgimos por aqui, seja lá no que você acredite, isso tudo já existia. O Sol, o brilho de uma árvore, a sensação de que a existência livra-se da escuridão naqueles primeiros minutos, como se lutasse a cada dia pra manter o fluxo. As coisas voltam ao movimento, todas as coisas.
Eu passei um bom tempo apreciando a noite, a liberdade de me isolar de existências mais brilhantes, mas lembrei, hoje, da paz e da energia que aquela coisa quente e luminosa pode trazer. Eu sou grato. É um quadro mental que merece ser guardado, talvez como um novo estagio.
A manhã, também, deveria ser tão esperada quanto os feriados, venerada como os santos, apreciada mais que o bom vinho; Amada. Amada porque ninguém seria capaz de cria-la do zero, porque não haveria O ciclo, porque ninguém seria capaz de notar todos os detalhes que a envolvem.
As pessoas levantam, como eu, desejando inúmeras coisas, planejando, inventando, esperando. Eu pretendo levantar, a partir de hoje, agradecendo pelo Sol, antes de pensar em toda a sujeira que o dia-a-dia em sociedade me prepara.

Assim como todos os outros, espero que esse texto sirva pra me lembrar de como eu fui capaz de ver as coisas ao meu redor, em breve, e que, diferente dos outros, esse me lembre de algo surrealmente bom.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Da Sobriedade

Perder a cabeça, em algum momento, é bom.
Se perder por coisas que não são boas pra ninguém,
Perder tempo, dinheiro, a sanidade, a sobriedade...
Sempre há algo a perder. Perder tem que ser bom.
Deve haver um bom motivo pra quem só consegue perder.

Qualquer um poderia terminar a faculdade, conseguir um emprego e trabalhar com o maior empenho que é capaz. É perder.
Qualquer um poderia resolver, agora, todos os seus conflitos pacificamente. E estaria perdendo MUITO.
Então, não merece julgamento, a perda da sobriedade ao lidar com casos, acasos, mal olhados, conflitos, confianças, amizades e amores.
A sobriedade é fraca e pura demais pra isso.
O impulso, a decisão, esses sempre serão criticados, não importa quais sejam.

Eu gostaria que vissem a minha sobriedade, mesmo sem que eu esteja sobrio. Porque eu não consigo pensar enquanto vejo e ouço coisas demais.

domingo, 17 de junho de 2012

Perfeccionismo?

Eu não acho que eu seja perfeccionista demais, sou apenas o suficiente pra achar que minhas ideias e criações em geral são ruins demais pra serem expostas.
É isso. Tenho trabalhado freneticamente em algumas coisas que não ficam perfeitas, simplesmente não ficam. -Não é óbvio que, se eu deixar passar dois dias, eu vou querer mudar a porra toda?
É.
-Então?
Então eu tenho uma margem. Escolhi algo muito superior pra comparar e, quando eu achar que eu tenho uma coisa muito superior àquela, em mãos, eu divulgo.
-Mas ficar perfeito? Nada fica perfeito.
Foda-se. A única coisa que recebe lixo de mim é esse blog, o resto não recebe nada, porque nada é perfeito.
Acho que, se não dá pra fazer melhor do que todo mundo já fez, não vale a pena o esforço.

E aqui vai mais um desses que eu não tenho onde jogar, mas preciso expor, mesmo que pra poucas almas.