domingo, 23 de janeiro de 2011

Realinhar


Amor me confunde, me atormenta.
Sentir me atormenta, me transtorna.
Descargas energia associadas a um giro,
Liberação de desejo unindo-se ao cansaço.
Às vezes, isso se torna apreensão,
Às vezes, agressividade infundada.
Ódio protetor. Sem amor, sem dor.
Ele se transforma em silêncio,
Um silêncio que pode ser ouvido.
Ele se torna violência, uma agulhada no fundo da alma,
Uma voz profunda que questiona - E agora?
E, se eu surtar e fugir, ainda poderei respirar?
E, se respirar, ainda continuo sendo?
Poderia voltar ao vazio interno,
Assentimentalismo eterno.
Não mais poesias, só mentiras.
Fugi do meu lugar, preciso me realinhar,
Mas a possibilidade foge entre meus dedos.
Falta vontade, sinto falta de não sentir falta.