quinta-feira, 17 de maio de 2012

Não dá mais pra continuar disseminando brilho,
Nem pra pensar em rimas.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Do inicio

Fitava-o nos olhos.
De alguma forma, continuava perdido nos meus próprios.
Não entendo como, mas minha vida se inicia apartir dalí,
após as sete memórias desconexas.
O caminho pela praia, através das águas que não se tocam.
A tempestade.
Os três círculos no ceu.
A assinatura.
A fuga e os posteriores desesperos e quedas.
A escuridão.
E a última, da qual pretendo não mais lembrar.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Do que é vergonhoso

Venha e adentre tudo o que é estranho
Olhando nos olhos, tudo o que é vergonhoso
Jogue sujo e deixe o passado numa caixa
Ele vai se conter?
Ele vai entender?

Conter-se ou silenciar
Punhos fracos sempre vão em frente
O próximo e o distante
Não mais anulam um olhar vazio
Há algo?

Há muito, demais
E o fim não chega, ele nunca chegará
É como passear descalço no inferno
Mas não parece muito
É muito?

Mudar ou silenciar
Aceitando o que é teu por direito
Mesmo que o direito seja a punição
Lutar está fora de cogitação
Está mesmo?

Vergonha é mudar tanto pra ser o mesmo.