quarta-feira, 20 de novembro de 2013

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Encontrei setecentos pedaços de papel
E os deixei pelo caminho, como uma trilha.
Deixei, por aí, noventa setas que indicavam a direção.
Onde isso me leva? – Qualquer um diria.
Desenhei um rosto sem olhos,
Pra não criar um personagem surreal,
Porém meu desenho jamais enxergaria.
Tudo pareceu borrado demais.
Escrevi uma música, também,
Mas minhas palavras ficaram ininteligíveis.
Preguei cartas, e peças, e partes, e enigmas na parede,
Só pra criar um pequeno quebra-cabeça.
Sempre tive a sensação de que meus semelhantes gostam de ser capazes.
Então, resolvi falar,
E contei uma pequena parábola
Daquelas que ouvimos e procuramos o sentido no fim.

E, finalmente, estou aqui tentando fazer algum sentido.

sábado, 9 de novembro de 2013

Eye Contact

Céus sempre escuros.
Noites ou dias nublados parecem ser a preferência individualmente coletiva e,
Às vezes, coletivamente individual.
Trazemos a escuridão à luz,
Não pra iluminar,
Só pra expor
Sem modificar o que é,
Porque as portas não serão abertas aos que carregam velas.
Não precisamos de luz, se vemos no escuro,
Então é permitido entrar no labirinto,
Mesmo esperando-se que o caminho de saída não seja encontrado, pois talvez não exista.
Não queremos luz em nossos passos, mas deixamos o aviso em tinta preta, na porta de entrada:
- Se sobreviver o suficiente pra sair, saiba que sua cor ficou.