domingo, 7 de novembro de 2010

Dois Sois

Enquanto observava o por do sol, notou que outra estrela, tão grande, brilhante e quente quanto, se punha no lugar. Adorou a sensação de viver noites claras, iluminadas, mornas. Sentiu a essência do fogo em sua alma, essência que lhe pertencia. Caminhando através de seu jardim, descarregou sua raiva em um olhar contra as flores que pareciam velhas, ateou-lhes fogo. O fogo consumiu o local por completo e causou-lhe sofrimento e fascínio. Após meses, outras flores nasceram, porém, estas eram secas e repletas de espinhos. Morriam rápido. Os dois sois nunca permitiriam a vida ali, novamente.