Uma das melhores percepções, na minha concepção, é aquela de que você tem algo imensuravelmente maravilhoso ao seu redor, sempre teve, mas nunca se deu conta, ou passou a não notar em algum momento da vida. A volta à realidade, ou a abertura dessa nova/antiga visão te faz ser grato por cada segundo.
Assim eu me sinto em relação às manhãs frescas e ensolaradas. Que dia lindo, cara! Quando nós surgimos por aqui, seja lá no que você acredite, isso tudo já existia. O Sol, o brilho de uma árvore, a sensação de que a existência livra-se da escuridão naqueles primeiros minutos, como se lutasse a cada dia pra manter o fluxo. As coisas voltam ao movimento, todas as coisas.
Eu passei um bom tempo apreciando a noite, a liberdade de me isolar de existências mais brilhantes, mas lembrei, hoje, da paz e da energia que aquela coisa quente e luminosa pode trazer. Eu sou grato. É um quadro mental que merece ser guardado, talvez como um novo estagio.
A manhã, também, deveria ser tão esperada quanto os feriados, venerada como os santos, apreciada mais que o bom vinho; Amada. Amada porque ninguém seria capaz de cria-la do zero, porque não haveria O ciclo, porque ninguém seria capaz de notar todos os detalhes que a envolvem.
As pessoas levantam, como eu, desejando inúmeras coisas, planejando, inventando, esperando. Eu pretendo levantar, a partir de hoje, agradecendo pelo Sol, antes de pensar em toda a sujeira que o dia-a-dia em sociedade me prepara.
Assim como todos os outros, espero que esse texto sirva pra me lembrar de como eu fui capaz de ver as coisas ao meu redor, em breve, e que, diferente dos outros, esse me lembre de algo surrealmente bom.