Acordo, abro os olhos, não estou onde costumo estar, tudo está embaçado e confuso. No primeiro piscar de olhos, o mundo gira lentamente, enquanto a primeira pontada da dor de cabeça vem. Penso em levantar, ou dormir novamente. Penso em sair do sofá, mas só desejo estar, ou melhor, não estar. É quando sinto um peso e, ao mesmo tempo, um vazio num espaço pequeno entre o peito e o estômago. Não é fome, não é dor, só vazio. Minhas lembranças têm muito a dizer, mas eu prefiro manter-las caladas por um espaço de tempo que ainda não sei definir. Parece que a dúvida percorre minhas veias, visto que todos os períodos se resumem em indecisão, mas é só a visão de um instante, descrita por alguém que não tem como definir nada em um só momento.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Dualidade
Uma imagem distorcida no espelho.
Movimentos rápidos de sombras no escuro.
O som de um organismo em funcionamento,
A freqüência aguda do desdobrar.
Decidi olhar em teus olhos, meus olhos.
Fui fundo demais em sentimentos visíveis
E imagens audíveis que gritavam.
Ouvi o som de uma cidade agitada.
Vi carros velozes e pessoas apressadas.
Conheci o assassino e o policial,
O anjo e o demônio,
O frio e o calor,
O medo e a coragem,
Assim como toda dualidade.
Pisei na areia movediça,
Mas me agarrei ao fio de prata que pendia do mundo,
Deixando pra trás parte do que me prendia ao fundo.
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