terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Produto do Modelo
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Duas Partes
domingo, 7 de novembro de 2010
Dois Sois
Enquanto observava o por do sol, notou que outra estrela, tão grande, brilhante e quente quanto, se punha no lugar. Adorou a sensação de viver noites claras, iluminadas, mornas. Sentiu a essência do fogo em sua alma, essência que lhe pertencia. Caminhando através de seu jardim, descarregou sua raiva em um olhar contra as flores que pareciam velhas, ateou-lhes fogo. O fogo consumiu o local por completo e causou-lhe sofrimento e fascínio. Após meses, outras flores nasceram, porém, estas eram secas e repletas de espinhos. Morriam rápido. Os dois sois nunca permitiriam a vida ali, novamente.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Você não tá sendo ajudado, tá sendo discriminado.
Faz um tempo que não posto nada e, apesar de tentar fechar os olhos e tapar os ouvidos pra assuntos sobre os quais nada posso fazer, tem sido inevitável que eu consiga ficar aparte de algumas discussões que me deixam um pouco “irado”.
Maldita hora em que tweetei, ontem, sobre o ProUni! Foi apenas uma brincadeira com a realidade, mas me proporcionou algumas conversas sobre esse tema polêmico e, claro, no final, todos saem sem mudar de opinião, porque depende da sua própria visão de mundo.
Então, até que foi engrandecedor pra mim, visto que procuro estar meio longe desse tipo de tema sem solução e que, mesmo assim, me gerou conversas produtivas (é legal argumentar, às vezes, mesmo que só por argumentar). Mas o que me surpreende é que algumas pessoas pensam que o ProUni é um programa étnico-racial! Alguém me disse, por lá, que os brancos é que se beneficiam do sistema, que é direcionado aos negros! Claro que essa pessoa esqueceu que cidadãos de outras etnias também são beneficiados.
Cara, ProUni é pra TODOS, principalmente os que não podem pagar um curso numa universidade particular! Nada indica que um afro-brasileiro não possa pagar uma faculdade. Isso é um absurdo, porque o cara pode ser RICO e, mesmo assim, por ser negro, vai conseguir se incluir no sistema de cotas e ter privilégios além dos “brancos”. Isso não é discriminação? Por que um negro abastado tem mais precisa de mais ajuda do que um branco desprovido de renda? O cérebro deles é inferior e não permite que, mesmo tendo um ensino de qualidade, obtenham uma nota digna de obter sua bolsa de estudos?
Respectivamente: Sim, não precisa, não.
Fica aí a MINHA opinião, a minha revolta e a minha pena de quem aceitar ser discriminado só pra ter facilidades e passar a frente dos outros sem uma justificativa plausível. Infelizmente, essa fração tende a 1.
Espero não soar racista, pois nenhum termo utilizado aqui tem sentido pejourativo. O que quero deixar claro é que somos todos semelhantes.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Privatização
Quem realiza suas funções com maior eficácia, o funcionário público, empregado há 25 anos, acomodado e tranqüilo por ter a certeza de que só sairá da sua função ao se aposentar, ou o recém formado, jovem, bem informado, atualizado e interessado em provar sua capacidade, a fim de aumentar o valor de seu trabalho e ser promovido?
Quem trabalha mais satisfeito, o médico bem equipado, com um bom escritório e um bom salário, que aumenta a cada paciente atendido, ou o médico mal equipado e mal pago?
O ser humano que não corre risco de ser demitido e não sofre pressão de algum tipo, por parte de seus superiores, tende a acomodar-se. É fácil perceber, ao observar escolas e universidades, hospitais, bancos e vários outros órgãos públicos, como os profissionais empregados em tais unidades, mesmo que muito bem qualificados, exercem suas funções de forma desleixada. Tendo seus empregos seguros, uma parcela considerável destes profissionais não recebe estímulos suficientes para se empenhar e dar o seu melhor, porque, mesmo no caso dos que recebem salários altos, eles estarão empregados até que se aposentem ou, na pior das hipóteses, morram, portanto, não precisam se preocupar em defender seus cargos ou gerar resultados.
Diferentes destes, os funcionários de grandes empresas multinacionais disputam suas vagas ao tentarem ser admitidos e, ao serem, precisam geral lucro e/ou mostrar rendimento de alguma forma, além de, em alguns casos, seguirem normas de etiqueta e ter boa aparência. Tudo isso e outros fatores acarretam no melhor funcionamento de uma instituição, pois, os profissionais podem ser substituídos e são estimulados a não quererem isso. Além do mais, parece desnecessário comentar que as condições de trabalho são muito superiores às dos órgãos públicos, na maioria dos casos.
Deu pra sacar que eu sou a favor da privatização de algumas empresas estatais?
A aula de química estava tão interessante, hoje(e sempre), que eu escrevi isso.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O prazer e a conquista viciam
Tenho pensado bastante sobre como as coisas perdem a graça, o brilho tão rápido. Não posso deixar de perceber que quando atingimos um objetivo, quando conseguimos algo, temos que seguir em frente e conseguir mais, evoluir, crescer, lucrar, absorver o máximo da fonte e obter outras fontes.
Nunca estamos satisfeitos com nossas conquistas, de forma que estamos sempre buscando algo e nos sentindo vazios, cada vez mais vazios e insatisfeitos. Nunca sabemos o que realmente queremos, porque quando conseguimos o que buscamos, a satisfação é instantânea. Eu só consigo ver uma explicação para isso: o prazer e a conquista viciam e encantam mais que o ópio.
Pessoas arriscam tudo nas mesas de jogos de azar, passam por cima de seus semelhantes e irmãos de sangue por pura ganância, roubam dentro de sua própria casa, viciam-se em drogas, esgotam seus parceiros, matam sem uma justificativa(se é que há justificativa para tirar uma vida), empregam suas vidas, perdem o sono e adoecem para acumular capital suficiente para acabar com a miséria do mundo e a maioria deles é incapaz de dividir.
Sem prolongar o texto, eu digo: o egoísmo e a busca pela satisfação pessoal deveriam dar lugar ao altruísmo, pois são a ganância e a incapacidade de realizar pequenos atos de caridade que corroem as nossas vidas e as tornam desprezíveis. Não dói tanto negar a sua vontade em função da vontade de outro, às vezes. Na verdade, acredito que ser altruísta traz satisfação verdadeira e te deixa um pouco mais próximo do que é divino.
domingo, 19 de setembro de 2010
A cilada
Se eu te dissesse tudo que deveria dizer,
Tenho certeza de que não sobraria nada,
Nem mesmo pensamentos para escrever.
Seria, da poesia e do poeta, a cilada.
Acho que eu não deveria, duas vezes, pensar,
Porque estou a esconder meus pensamentos,
Mas sempre tento, insistentemente, não forçar
Situações que devem vir em outros momentos.
Se eu tivesse a coragem da qual preciso,
Já teria gritado tudo isso em teu rosto
E feito deste poema um texto conciso,
Levando o arrependimento como encosto.
Se eu pudesse, com tua face, não me encantar,
Certamente já teria acabado de escrever
E saído para, qualquer outra mulher, encontrar,
Mas sei que, depois, viria a me arrepender.