Quem realiza suas funções com maior eficácia, o funcionário público, empregado há 25 anos, acomodado e tranqüilo por ter a certeza de que só sairá da sua função ao se aposentar, ou o recém formado, jovem, bem informado, atualizado e interessado em provar sua capacidade, a fim de aumentar o valor de seu trabalho e ser promovido?
Quem trabalha mais satisfeito, o médico bem equipado, com um bom escritório e um bom salário, que aumenta a cada paciente atendido, ou o médico mal equipado e mal pago?
O ser humano que não corre risco de ser demitido e não sofre pressão de algum tipo, por parte de seus superiores, tende a acomodar-se. É fácil perceber, ao observar escolas e universidades, hospitais, bancos e vários outros órgãos públicos, como os profissionais empregados em tais unidades, mesmo que muito bem qualificados, exercem suas funções de forma desleixada. Tendo seus empregos seguros, uma parcela considerável destes profissionais não recebe estímulos suficientes para se empenhar e dar o seu melhor, porque, mesmo no caso dos que recebem salários altos, eles estarão empregados até que se aposentem ou, na pior das hipóteses, morram, portanto, não precisam se preocupar em defender seus cargos ou gerar resultados.
Diferentes destes, os funcionários de grandes empresas multinacionais disputam suas vagas ao tentarem ser admitidos e, ao serem, precisam geral lucro e/ou mostrar rendimento de alguma forma, além de, em alguns casos, seguirem normas de etiqueta e ter boa aparência. Tudo isso e outros fatores acarretam no melhor funcionamento de uma instituição, pois, os profissionais podem ser substituídos e são estimulados a não quererem isso. Além do mais, parece desnecessário comentar que as condições de trabalho são muito superiores às dos órgãos públicos, na maioria dos casos.
Deu pra sacar que eu sou a favor da privatização de algumas empresas estatais?
A aula de química estava tão interessante, hoje(e sempre), que eu escrevi isso.
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