- Os dias intermináveis tomaram conta da minha motivação. – Ele pensou olhando para a chuva através da janela.
Na sua sacada, sentado numa cadeira rústica e apoiado em uma mesa reclinada de igual feitio, ele costumava desenhar objetos quase abstratos, traduzindo o formato indecifrável de seus pensamentos, mas agora já não tinha nem imagens mentais para desenhar. Agora, tudo o que fazia era tentar questionar e entender os motivos pelos quais se encontrava naquele estado. Já perdera as contas de quanto tempo esteve afundado em drogas, cigarros, álcool e o que mais pudesse tirá-lo da realidade por alguns instantes e já notara que sair disso é ainda mais difícil do que dizem na TV. Tinha em mente que um vício só é curado por outro vício que gere ainda mais prazer, por isso, desistiu de tentar usar esses como fuga de suas desventuras emocionais que o viciaram, ao mesmo tempo que não pretende abandonar os atuais, pois não há nada que o faça sentir melhor, o que não quer dizer que sejam bons.
Continua...
PS: Este é um pequeno conto que estou escrevendo. Não é baseado em uma pessoa, especificamente, mas em varias historias e casos que contam por aí.
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