sábado, 10 de julho de 2010

Caos

Eu aprecio a bagunça, o caos, a desordem.

Gosto de ver tudo, delicadamente, fora do lugar,

Porque, assim, as coisas banais me mordem,

Surpreendem e eu nem sei mais onde pisar.


Caixas e mais caixas, pilhas de caixas!

Papeis voando, cabos e fios, caixa de som,

Guitarra, mais papeis, poemas, sonho...

Sonho?! O que é que você tá fazendo aí, cara?!


Me apaixonei pela música de Raul

E prefiro ser essa metamorfose ambulante,

Mas e se, num instante, eu me tornar constante?

Deixarei de seguir seu caos delirante?


Acho que já sou constantemente caótico.

E, se me tornar caoticamente constante,

Permanecerei no caos, talvez mais exótico,

Mas ainda usarei minha caneta verde brilhante.

2 comentários:

1 disse...

adorei, poeta do caos

Mauro Sanches disse...

owwn
Primeiro eu tenho que virar poeta D: