terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um Abrir de Olhos

Acordo, abro os olhos, não estou onde costumo estar,  tudo está embaçado e confuso. No primeiro piscar de olhos, o mundo gira lentamente, enquanto a primeira pontada da dor de cabeça vem. Penso em levantar, ou dormir novamente. Penso em sair do sofá, mas só desejo estar, ou melhor, não estar. É quando sinto um peso e, ao mesmo tempo, um vazio num espaço pequeno entre o peito e o estômago. Não é fome, não é dor, só vazio. Minhas lembranças têm muito a dizer, mas eu prefiro manter-las caladas por um espaço de tempo que ainda não sei definir. Parece que a dúvida percorre minhas veias, visto que todos os períodos se resumem em indecisão, mas é só a visão de um instante, descrita por alguém que não tem como definir nada em um só momento.

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