terça-feira, 17 de setembro de 2013

Colisão

Eu vi Venus e Marte colidirem
Quando ambos saíram de órbita.
Rapidamente, vi as marés subirem
E o céu ficou claro durante muitos dias.
Vermelho de um lado, azul de outro.
O por do Sol agora era verde,
Com momentos tendendo ao azul, aqui no lado vermelho.

A lua aproximou-se consideravelmente,
Quase colidindo conosco
E causando intensas e rápidas mudanças climáticas.
As ondas, agora, agrediam as cidades costeiras
E foi necessária a desocupação das mesmas.
Apesar dos transtornos, nós sobrevivemos facilmente.

Após poucas semanas em chamas
A colisão expeliu um meteoro dos restos dos planetas
Que, para a nossa sorte, atingiu apenas a Lua,
Causando enormes catástrofes à humanidade.
Os astrônomos desesperavam-se cada dia mais,
A população lançava-se de predios e precipícios,
A órbita terrestre foi alterada e previa-se que o ano agora teria 510 dias
E circundaria de forma errante o Sol.

Apesar do medo, havia uma paz diferente no ar.
O céu nos cortejava nos inícios e fins de dia,
Trazendo cores quase sempre inesperadas,
E coisas que nós humanos nunca imaginaríamos.
Os astrônomos não queriam mais prever problemas,
Pois apreciavam a visão que agora tinham do universo.
A humanidade acostumou-se a enfrentar desastres mais frequentemente,
A abandonar lugares, pessoas, objetos, visões, crenças e o que mais houvesse,
Pois sentiam-se mais conectados a si mesmos e à Terra.
Depois de tudo, ninguém mais queria impedir as mudanças.

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