Encontrei
setecentos pedaços de papel
E os
deixei pelo caminho, como uma trilha.
Deixei,
por aí, noventa setas que indicavam a direção.
Onde
isso me leva? – Qualquer um diria.
Desenhei
um rosto sem olhos,
Pra não
criar um personagem surreal,
Porém
meu desenho jamais enxergaria.
Tudo
pareceu borrado demais.
Escrevi
uma música, também,
Mas
minhas palavras ficaram ininteligíveis.
Preguei
cartas, e peças, e partes, e enigmas na parede,
Só pra criar
um pequeno quebra-cabeça.
Sempre
tive a sensação de que meus semelhantes gostam de ser capazes.
Então,
resolvi falar,
E contei
uma pequena parábola
Daquelas
que ouvimos e procuramos o sentido no fim.
E,
finalmente, estou aqui tentando fazer algum sentido.
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