quarta-feira, 20 de novembro de 2013

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Encontrei setecentos pedaços de papel
E os deixei pelo caminho, como uma trilha.
Deixei, por aí, noventa setas que indicavam a direção.
Onde isso me leva? – Qualquer um diria.
Desenhei um rosto sem olhos,
Pra não criar um personagem surreal,
Porém meu desenho jamais enxergaria.
Tudo pareceu borrado demais.
Escrevi uma música, também,
Mas minhas palavras ficaram ininteligíveis.
Preguei cartas, e peças, e partes, e enigmas na parede,
Só pra criar um pequeno quebra-cabeça.
Sempre tive a sensação de que meus semelhantes gostam de ser capazes.
Então, resolvi falar,
E contei uma pequena parábola
Daquelas que ouvimos e procuramos o sentido no fim.

E, finalmente, estou aqui tentando fazer algum sentido.

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