Tenho pensado bastante sobre como as coisas perdem a graça, o brilho tão rápido. Não posso deixar de perceber que quando atingimos um objetivo, quando conseguimos algo, temos que seguir em frente e conseguir mais, evoluir, crescer, lucrar, absorver o máximo da fonte e obter outras fontes.
Nunca estamos satisfeitos com nossas conquistas, de forma que estamos sempre buscando algo e nos sentindo vazios, cada vez mais vazios e insatisfeitos. Nunca sabemos o que realmente queremos, porque quando conseguimos o que buscamos, a satisfação é instantânea. Eu só consigo ver uma explicação para isso: o prazer e a conquista viciam e encantam mais que o ópio.
Pessoas arriscam tudo nas mesas de jogos de azar, passam por cima de seus semelhantes e irmãos de sangue por pura ganância, roubam dentro de sua própria casa, viciam-se em drogas, esgotam seus parceiros, matam sem uma justificativa(se é que há justificativa para tirar uma vida), empregam suas vidas, perdem o sono e adoecem para acumular capital suficiente para acabar com a miséria do mundo e a maioria deles é incapaz de dividir.
Sem prolongar o texto, eu digo: o egoísmo e a busca pela satisfação pessoal deveriam dar lugar ao altruísmo, pois são a ganância e a incapacidade de realizar pequenos atos de caridade que corroem as nossas vidas e as tornam desprezíveis. Não dói tanto negar a sua vontade em função da vontade de outro, às vezes. Na verdade, acredito que ser altruísta traz satisfação verdadeira e te deixa um pouco mais próximo do que é divino.
Um comentário:
altruismo é a chave
a sinceridade, o desapego e o amor próprio.
cuidar de si é essencial, cuidar do que há ao seu redor, principalmente do que pode chamar de 'seu'. Quando a conquista é sincera, creio que esse vicio não chega a existir, afinal o que se conquista te eleva para algo mais puro, mais sublime, mais perfeito do que se é o lugar do ser humano, uma forma perfeita de existencia, em total harmonia com o divino, tanto criador, e tanto criatura, parte do todo, um com o todo.
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