Nós sempre queremos o milagre, a facilidade, prolongar um pouco a beleza que se obtém de algo ou alguém de quem um dia a luz se apagará, seja em relação a vida de outro ou a tudo.
Eu tenho segurado, e segurado firmemente em minhas mãos algo que se extrende por todo o meu corpo, me desgastando e, assim como todo o peso que me desgasta, eu o estou descarregando para qualquer ligar livre, desejando que aquilo siga o fluxo ao qual é destinado, o melhor fluxo, tendo suas mudanças já sido criadas nas vidas das pessoas pelas quais passou. Eu te quero aqui, mas te dejeso muito mais o bem de estar onde deve estar, fazendo tudo o que quer por ser capaz de fazer. Sua voz ecoa sempre em mim, em minha personalidade, em seus exemplos e em tudo mais que foi criado ao seu redor. Se há uma comparação que posso fazer agora, é a um anjo, cuja presença traz uma brisa suave de acolhimento e tranquilidade inconfundivel.
Não há perda aqui, mas uma mudança de consciência. Eu sempre entenderei, escutarei, mas, até lá, desejarei que a luz esteja acesa e radiante.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Da manhã
Uma das melhores percepções, na minha concepção, é aquela de que você tem algo imensuravelmente maravilhoso ao seu redor, sempre teve, mas nunca se deu conta, ou passou a não notar em algum momento da vida. A volta à realidade, ou a abertura dessa nova/antiga visão te faz ser grato por cada segundo.
Assim eu me sinto em relação às manhãs frescas e ensolaradas. Que dia lindo, cara! Quando nós surgimos por aqui, seja lá no que você acredite, isso tudo já existia. O Sol, o brilho de uma árvore, a sensação de que a existência livra-se da escuridão naqueles primeiros minutos, como se lutasse a cada dia pra manter o fluxo. As coisas voltam ao movimento, todas as coisas.
Eu passei um bom tempo apreciando a noite, a liberdade de me isolar de existências mais brilhantes, mas lembrei, hoje, da paz e da energia que aquela coisa quente e luminosa pode trazer. Eu sou grato. É um quadro mental que merece ser guardado, talvez como um novo estagio.
A manhã, também, deveria ser tão esperada quanto os feriados, venerada como os santos, apreciada mais que o bom vinho; Amada. Amada porque ninguém seria capaz de cria-la do zero, porque não haveria O ciclo, porque ninguém seria capaz de notar todos os detalhes que a envolvem.
As pessoas levantam, como eu, desejando inúmeras coisas, planejando, inventando, esperando. Eu pretendo levantar, a partir de hoje, agradecendo pelo Sol, antes de pensar em toda a sujeira que o dia-a-dia em sociedade me prepara.
Assim como todos os outros, espero que esse texto sirva pra me lembrar de como eu fui capaz de ver as coisas ao meu redor, em breve, e que, diferente dos outros, esse me lembre de algo surrealmente bom.
Assim eu me sinto em relação às manhãs frescas e ensolaradas. Que dia lindo, cara! Quando nós surgimos por aqui, seja lá no que você acredite, isso tudo já existia. O Sol, o brilho de uma árvore, a sensação de que a existência livra-se da escuridão naqueles primeiros minutos, como se lutasse a cada dia pra manter o fluxo. As coisas voltam ao movimento, todas as coisas.
Eu passei um bom tempo apreciando a noite, a liberdade de me isolar de existências mais brilhantes, mas lembrei, hoje, da paz e da energia que aquela coisa quente e luminosa pode trazer. Eu sou grato. É um quadro mental que merece ser guardado, talvez como um novo estagio.
A manhã, também, deveria ser tão esperada quanto os feriados, venerada como os santos, apreciada mais que o bom vinho; Amada. Amada porque ninguém seria capaz de cria-la do zero, porque não haveria O ciclo, porque ninguém seria capaz de notar todos os detalhes que a envolvem.
As pessoas levantam, como eu, desejando inúmeras coisas, planejando, inventando, esperando. Eu pretendo levantar, a partir de hoje, agradecendo pelo Sol, antes de pensar em toda a sujeira que o dia-a-dia em sociedade me prepara.
Assim como todos os outros, espero que esse texto sirva pra me lembrar de como eu fui capaz de ver as coisas ao meu redor, em breve, e que, diferente dos outros, esse me lembre de algo surrealmente bom.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Da Sobriedade
Perder a cabeça, em algum momento, é bom.
Se perder por coisas que não são boas pra ninguém,
Perder tempo, dinheiro, a sanidade, a sobriedade...
Sempre há algo a perder. Perder tem que ser bom.
Deve haver um bom motivo pra quem só consegue perder.
Qualquer um poderia terminar a faculdade, conseguir um emprego e trabalhar com o maior empenho que é capaz. É perder.
Qualquer um poderia resolver, agora, todos os seus conflitos pacificamente. E estaria perdendo MUITO.
Então, não merece julgamento, a perda da sobriedade ao lidar com casos, acasos, mal olhados, conflitos, confianças, amizades e amores.
A sobriedade é fraca e pura demais pra isso.
O impulso, a decisão, esses sempre serão criticados, não importa quais sejam.
Eu gostaria que vissem a minha sobriedade, mesmo sem que eu esteja sobrio. Porque eu não consigo pensar enquanto vejo e ouço coisas demais.
domingo, 17 de junho de 2012
Perfeccionismo?
Eu não acho que eu seja perfeccionista demais, sou apenas o suficiente pra achar que minhas ideias e criações em geral são ruins demais pra serem expostas.
É isso. Tenho trabalhado freneticamente em algumas coisas que não ficam perfeitas, simplesmente não ficam. -Não é óbvio que, se eu deixar passar dois dias, eu vou querer mudar a porra toda?
É.
-Então?
Então eu tenho uma margem. Escolhi algo muito superior pra comparar e, quando eu achar que eu tenho uma coisa muito superior àquela, em mãos, eu divulgo.
-Mas ficar perfeito? Nada fica perfeito.
Foda-se. A única coisa que recebe lixo de mim é esse blog, o resto não recebe nada, porque nada é perfeito.
Acho que, se não dá pra fazer melhor do que todo mundo já fez, não vale a pena o esforço.
E aqui vai mais um desses que eu não tenho onde jogar, mas preciso expor, mesmo que pra poucas almas.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Do inicio
Fitava-o nos olhos.
De alguma forma, continuava perdido nos meus próprios.
Não entendo como, mas minha vida se inicia apartir dalí,
após as sete memórias desconexas.
O caminho pela praia, através das águas que não se tocam.
A tempestade.
Os três círculos no ceu.
A assinatura.
A fuga e os posteriores desesperos e quedas.
A escuridão.
E a última, da qual pretendo não mais lembrar.
De alguma forma, continuava perdido nos meus próprios.
Não entendo como, mas minha vida se inicia apartir dalí,
após as sete memórias desconexas.
O caminho pela praia, através das águas que não se tocam.
A tempestade.
Os três círculos no ceu.
A assinatura.
A fuga e os posteriores desesperos e quedas.
A escuridão.
E a última, da qual pretendo não mais lembrar.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Do que é vergonhoso
Venha e adentre tudo o que é estranho
Olhando nos olhos, tudo o que é vergonhoso
Jogue sujo e deixe o passado numa caixa
Ele vai se conter?
Ele vai entender?
Conter-se ou silenciar
Punhos fracos sempre vão em frente
O próximo e o distante
Não mais anulam um olhar vazio
Há algo?
Há muito, demais
E o fim não chega, ele nunca chegará
É como passear descalço no inferno
Mas não parece muito
É muito?
Mudar ou silenciar
Aceitando o que é teu por direito
Mesmo que o direito seja a punição
Lutar está fora de cogitação
Está mesmo?
Vergonha é mudar tanto pra ser o mesmo.
Olhando nos olhos, tudo o que é vergonhoso
Jogue sujo e deixe o passado numa caixa
Ele vai se conter?
Ele vai entender?
Conter-se ou silenciar
Punhos fracos sempre vão em frente
O próximo e o distante
Não mais anulam um olhar vazio
Há algo?
Há muito, demais
E o fim não chega, ele nunca chegará
É como passear descalço no inferno
Mas não parece muito
É muito?
Mudar ou silenciar
Aceitando o que é teu por direito
Mesmo que o direito seja a punição
Lutar está fora de cogitação
Está mesmo?
Vergonha é mudar tanto pra ser o mesmo.
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