domingo, 25 de abril de 2010
A Dor
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Como Sufocar
Eu gostei de ser ferido,
Demorou a cicatrizar.
Aguentei a dor escondido
Sentindo-a passar.
Você sempre dizia
Que eu deveria mudar,
Dar um jeito na minha mente,
Aprender a caminhar.
Na verdade, já esperava.
E sorriu em silêncio
Quando me viu descobrir
Que só conseguia falhar.
Mas eu gostei de sair ferido,
Pois tinha uma dor a levar.
Tentar viver sem isso,
Pra mim, é como sufocar.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Desconfiança
Oi, como vai?
Lembro que, antes, não precisava perguntar
E que essa situação desconfiança atrai,
Pois, o que sentes, não consigo mais notar.
Só quero dizer-lhe que reconheço,
Sei quem sou e o que fiz.
Falta-me a coragem para um recomeço,
Para ser quem eu mesmo sempre quis.
Agora, lhe falta a capacidade de admitir,
Pois sabes que fazes tudo igual a mim,
Mas vê diferença entre mentir e omitir
E nisso justifica sua vontade de por um fim.
Conversar face a face talvez resolvesse,
E talvez pudéssemos, um dia, tentar,
Se com uma máscara não escondesse,
Você, o rosto belo a duvidar.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Dias Intermináveis – parte 2: É quinta-feira. Hoje não!
- Como vou me livrar disso, quando, ao acordar, já quero um cigarro?! Hoje não! – Continuou seus pensamentos enquanto esperava a água do café ferver. – É pedir muito, um pouco de autocontrole? Eu não preciso ser preso a nada, mas por que me sinto tão bem e, ao mesmo tempo, tão mal? Preciso de férias, mas, se tiver as férias de que preciso, já sei o que acontecerá. –
Com centenas de pensamentos interligados a esses, ele tomou seu café, fez todo o seu ritual matinal e, às 07h45min, saiu para trabalhar acendendo um cigarro, que deveria ser o terceiro do dia, mas, hoje, era o primeiro. O dia passou normal e lentamente, mas ele sabia que algo seria diferente. No caminho de volta para casa, parou e sentou num bar já conhecido por ele, pediu uma cerveja, acendeu um cigarro e observou o por do Sol como se nunca tivesse visto algo mais incrível. De alguma forma, ele temia que o Sol não nascesse de novo, então saudou a noite que viria, durante o que poderia ser a ultima vez que ele via a luz primordial.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Dias Intermináveis – parte 1: Devaneios
- Os dias intermináveis tomaram conta da minha motivação. – Ele pensou olhando para a chuva através da janela.
Na sua sacada, sentado numa cadeira rústica e apoiado em uma mesa reclinada de igual feitio, ele costumava desenhar objetos quase abstratos, traduzindo o formato indecifrável de seus pensamentos, mas agora já não tinha nem imagens mentais para desenhar. Agora, tudo o que fazia era tentar questionar e entender os motivos pelos quais se encontrava naquele estado. Já perdera as contas de quanto tempo esteve afundado em drogas, cigarros, álcool e o que mais pudesse tirá-lo da realidade por alguns instantes e já notara que sair disso é ainda mais difícil do que dizem na TV. Tinha em mente que um vício só é curado por outro vício que gere ainda mais prazer, por isso, desistiu de tentar usar esses como fuga de suas desventuras emocionais que o viciaram, ao mesmo tempo que não pretende abandonar os atuais, pois não há nada que o faça sentir melhor, o que não quer dizer que sejam bons.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Three Days Grace - Wake Up
Como eu estou bêbado, sem sono e não posto nada há séculos,(e daí José, ninguém lê mesmo) vou postar a música que já ouvi umas 15 vezes só agora e que descreve a minha realidade agora, às 4 e meia da madrugada.
Eu não estou sóbrio o tempo todo
Você me põe pra baixo, pelo menos tenta
Até vermos isso olho a olho
Eu não te quero
Eu devo estar sem sorte
Porque você não está bêbada suficiente para transar
E agora eu cheguei ao meu limite
Eu não, eu não te quero
Levou tanto tempo para ver
Você se afastou de mim
Quando eu precisei de você
Acorde, eu estou batendo na porta
Eu não sou o homem que eu era antes
Onde diabos está você
Quando eu preciso de você
Acorde, eu estou batendo na porta
Eu não vou magoá-la outra vez
Onde diabos está você
Quando eu preciso de você
Eu não estou irritado o tempo todo
Você me empurra para baixo, pelo menos você tenta
Até vermos isso olho a olho
Eu não te quero
Levou tanto tempo para ver
Você se afastou de mim
Quando eu precisei de você
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A União
Uma fogueira brilha na chuva,
Ainda esquenta os corpos no vento frio,
Enquanto suas almas brilham sob o céu cinza,
Num tom de vermelho apaixonado.
Todo o vazio presente entre cada átomo
Torna-se cada vez menor naquele momento,
Sim, no momento em que duas almas se unem,
Gerando um instante eterno de êxtase espiritual.
O Sol quase nasce, as mentes giram,
Os olhos turvam, a canção soa,
Já se vê o topo das arvores tentando tocar o céu,
Pode-se ouvir o canto alegre dos pássaros.
A natureza se alegra pela união e traz a manhã,
E completos se sentem aqueles
Que se eliminaram para se unir à Mãe,
Pois sabem que agora são parte do mesmo composto.